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electronic polaroids
terça-feira, dezembro 30, 2003

Cum-so-sweet

"My wife says she can't tell any difference. However, in 5 years of marriage I had gotten only three full blowjobs where she swallowed. She hated it. The taste of cum made her gag. Since we've been using Cum So Sweet, I have already gotten four more. That's this month alone. So, while she's trying to decide whether or not it works, I am having the time of my life. I'd say that alone is worth $49.95, hell that's worth 5 times that amount. Enclosed is my new order."

Ralph M, Toledo, Ohio


Semen and cum flavor enhancer makes it easier to swallow cum

Hahahahaha. Adogo!

segunda-feira, dezembro 29, 2003

Eu, Mariana Sampaio...

Fill in the gaps. Este é o flog da pequena Sampaio, aquela do carão.

Ninguém Chora?

Inicialmente a idéia era ver Mystic River, mas as bees não entendem que o Gay Boneca lota aos finais de semana, e assim a sessão das 19h já estava obviamente esgotada. Para a minha infelicidade Dirty Pretty Things não era exibido lá e para escapar do Senhor-dos-Anéis-de-cu-é-rola I e III (porque ninguém merece bilbos, gaiola das loucas élfica e terras mérdias) que estava deixando o aniversariante molhadinho, tive que me refugiar no primeiro filme encarável que apareceu no letreiro eletrônico: Große Mädchen weinen nicht = Meninas Não Choram.

Que caralho. Não aguento mais títulos assim. Ninguém chora? Meninos não. Meninas que enfiam meias na calça não. Meninas não. Putas não devem. A não ser quando apaixonadas e devidamente comidas por um homem direito, enquanto agarram o colchão durante o êxtase. Cavalinhos provavelmente não.

Olha... o filme nem é tão horrível assim. É tipo não cheira e nem fede. E a ruivola é a cara da Christiane F. Deve haver milhares em Berlim. No Bowie tough, só Cardigans no trepa-trepa. Mas dilemas teen me deixam entediada porque eu já deletei que fui aborrecente. Agora sou só aborrecida e mentally challenged. Adeus, Lênin talvez teria sido melhor. Mas o título desestimulou minha irmã e chaperone. Não a culpo. Antes de saber do que se tratava super pensei que era alguma coisa kumbayá fedida de vermelhos.

Esperando Cuen Park mesmo assim. Esse sim, teen trasho que me fez salivar, apesar da lambeção de carpete meia-boca que aparecia no trailer, tão vagabunda quanto a boquete de Paris Hilton.

Awrite!

Difícil entender alguma coisa, mas se você é pró-pictos like meself, vai rolar de rir com os brinquedinhos do Glasgow Survival.

Uma indicação de Mr. Murdoch, em seu diário, que eu leio religiosa, cabaça e obssessivamente.

sábado, dezembro 27, 2003

Just like Simony



Penpal é coisa do passado. Procurando um Penpau ou algo do gênero? A cadeia está cheia de cavalheiros e damas para todos os gostos e preferências sexuais:

Meet an inmate

Jailbabes

e

Jaildudes

sexta-feira, dezembro 26, 2003

Que Natal horrível. Espero que a merda não espalhe para o Ano Novo.

quarta-feira, dezembro 24, 2003

Menu de Natal

Segundo uma prima, eu sou muito boa com aves. Não sei como. Até o ano passado eu não sabia que era preciso tirar aquela glândula do sobrecu do bicho para evitar odores esquisitos (diz-que). Então desta vez eu me prontifiquei a fazer aqueles frangos mutantes, peitudos como a Gisele.

Na verdade eu fiz uma "pequena" adaptação de uma receitinha testada com sucesso na aula. Só que era com codornas desossadas. Temperei o bicho à minha maneira experimentosa (dane-se quem não pode com pimenta ou não gosta de especiarias) e recheei com uma farofinha ótema, de pão de forma, uva passa preta, nozes, clara de ovo, bacon em cubinhos e couve chifonada. Não sobrou muito pro buraco do pescoço, então inventei uma moda. Piquei uma maçã verde, taquei mais pimenta do reino, sal e um pouco de canela. Espero que vire uma espécie de purê. E gostoso. Vamos torcer.

Ele está agora no forno, junto com as castanhas portuguesas. Essas sim, para um purê que eu nunca fiz na vida, mas espero que funcione também.

E depois de pronto vou deglacear a forma com vinho do porto, bi. Vai ficar bom. Pelo menos com codorna era moooito bom.

Aliás... as castanhas me aguardam. Argh.

(Espero que minha família saiba apreciar porque eu vou gastar toda a minha garrafa de vinho do Porto nessa porra. Que dó...).

segunda-feira, dezembro 22, 2003

...



The sun shining through the window box and along the passage way leading into the burial chamber of the Neolithic monument at Newgrange in Co Meath yesterday. The phenomenon takes place every December during the winter solstice, the five shortest days of the year (The Irish Times).

Honestamente, entrar nessa câmara dá uma certa claustrofobia, mas eu me senti *a* Indiana Jones. Pena que estava bem longe do solstício do inverno, num verão xexelento, sem nenhum raio de sol pra entrar pela janelinha.


domingo, dezembro 21, 2003

Bem-vindo à era digital

Passei o dia de hoje ouvindo Under My Thumb dos Rolling Stones. Meio que a elegi como minha música predileta da banda (how cabaço..huuf). E ainda tive uma espécie de epifania obssessiva enquanto escutava. Deve ser por causa do trauma que eu tenho com Come Together. Eu nunca, nunca mesmo havia pensado numa conotação sujinha pra essa música e quando tive a *grande iluminação*, fui ridicularizada por meus amigos (tipo: "não sabia, sua idiota?").

Então rapidamente pensei num peso semelhante para Under My Thumb. Ou deve ser porque minha mente anda mais imunda neste mês do que em todos os meses anteriores do ano.

Daí fui fazer uma pesquisa, pra ver se alguém tinha chegado à mesma conclusão mais cedo... E tudo o que eu achei foram críticas. Uma música sexista, que engrandece o controle do macho sobre sua namorada.

Mas, bi, foda-se. O controle que eu acho que existe na música é algo mais sutil do que a expressão mais clássica sugere, de cabresto. O tipo de controle digital que toda mulher agradeceria se tivesse (além do próprio, óbvio). À la Mateo Colombo, pra citar uma referência ainda fresca na minha memória.

Assim:

It's down to me, yes it is
The way she does just what she's told
Down to me, the change has come
She's under my thumb
Ah, ah, say it's alright

Under my thumb
A siamese cat of a girl
Under my thumb
She's the sweetest, hmmm, pet in the world


Não acha?

Eu vou achar isso pro resto da minha vida agora. Haha.

E saiba você que, aparentemente, pessoas com 25 anos ou menos agora nascem com superthumbs. Um oferecimento do seu videogame e afins. É o que diz o (?) Daily Egyptian, pelo menos. E como eu tinha 25 até o ano passado, creio que meu polegar é da nova geração. Tem 6 cm. (É uma síndrome Even the cowgirls get the blues?)

Sortuda, hein? Hahaha.

Under My Thumb - Rolling Stones

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Pardon my french...

Mas cassonade é açúcar???

Ho ho. E se eu aprendi inglês ouvindo discos, com francês vai ser lendo receitas. E provavelmente errando uma centena até pegar o espírito da coisa.

Coisas que o papai noel não faz por você

Merci, chère Annix! Estou gastando o meu parco francês na revista e a-do-ran-do. Posso fazê-la de cobaia no experimento Soupe d'ananas à la menthe fraîche granité coco e tuiles d'ananas? Hahaha.

(A propósito... o que é cassonade?? Só falta ser algum ingrediente exótico.)

E você, querida Madame, um mixer de capuccino!!! Awww (eu disse que adoooro eletrodomestiquinhos!). Vou misturar tudo o que ver pela frente agora e aposentar meus fouets.

Quer dizer... até eu comprar um que eu vi cheio de bolinhas nas pontas... *drool*. Chega a ser fetichista, de tão perfeito.

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Porn Awards

Sensacional! Veja algumas das categorias do prêmio:

* Best Drool ( This category is designed to celebrate the saliva that is usually present during a blow job scene)

* Performer Whose Sex Noises Most Closely Resemble The Sounds Of A Tortured Farm Animal

* Best Performer To Rub One Out To

* Ugliest Guy With Best Sex Performances

* Penis That Should Not Be Attached To A Human

* Most In Need Of A Tit Job

* The Cher/Barbara Streisand Award (For the performer who continually retires from the industry and continually returns, only to retire and return again)

* Best Orgasm Face

E por aí vai...

Mais aqui.

Oeeeeee!

E agora, graças a sua infinita paciência, Gorinho, temos música por aqui pra espantar um pouco meu tédio. Toma, essa é pra você (tá, confesso que tem sido quase tudo o que eu tenho ouvido nos últimos dias. Tipo... febre).

E eu sou muito burra com HTML e coisas assim. É como se eu estivesse de volta à escola, com problemas de química, matemática e física para resolver. Qualquer coisa que envolva números me deixa nervosa. Se eu não sei, desencano rápido, mas se acho que consigo resolver, entro numa histeria, fico cega e não consigo ler todo o "problema". Resolvo por partes. Erro, erro e erro... até concluir que teria sido melhor ler todo o enunciado... hahah. Mas taí. Consegui(mos).

Les Playboys - Jacques Dutronc

Do I know it's Christmas time at all?

Sublime. Fui dispensada da função de decoradora de árvore de Natal pelo segundo ano consecutivo. Sinal dos tempos! Eu continuo odiando esta época do ano, mas ao mesmo tempo que a ignoro, ela parece me ignorar também. Nenhum enfeite muito rocambolesco pelas ruas (lembra daquele da Kitchens, Rick?), não vi nenhuma vez anúncio do show do Roberto Carlos e a febre final do Senhor dos Anéis não me incomodou nem um pouco. Também fodi os meus cheques e - por conseqüência os da minha mãe - com um borrachudo antigo. Assim estamos inviabilizadas de parcelar obrigações natalinas. Deve ter sido um ato falho.

Natal go home.

quarta-feira, dezembro 17, 2003

Catpower





A posição báásica



do Nerve.

segunda-feira, dezembro 15, 2003

Saddamita



Cafofo do Saddam


Olha, pode me chamar de maluca. Pode também ter sido a ressaca da pílula mágica, mas aquelas imagens do Saddam me partiram o coração. Eu quase chorei de tanta dó. Ele estava com uma carinha tão afável. Tipo tio-avô. Meigo dono de lojinha. Que fim (será?) triste... num buraco. Suicídio teria sido mais nobre. Agora ele vai cheirar umas carreiras com a Tia Bush-a, ser enrabadinho bonito e virar propaganda eleitoral pra caipirola. Que fim...

E esse foi o melhor título de matéria que eu vi:

Ditador tentou negociar com soldados dos EUA no momento de sua captura.

É claro que sim. Eles estavam prendendo um árabe, afinal de contas. Imagine o tipo de oferta: 1 harém, 10 poços de petróleo, 1 milhão de camelos... e ouro... muuuuuuito ouro.

Complexo de Penélope



Ou, já que sofro de uma grande variedade de complexos, por que não arranjar mais um?

Madame, é triste saber que você sofre da mesma sina, mas também é reconfortante saber que eu não estou sozinha.

Assim sendo, recomendo costuras coletivas. Tricô também. Eu sou péssima com agulhas, linhas e carretéis, mas para ser uma verdadeira Penélope, preciso melhorar pelo menos em bordado.

Vamos começar por aqui: T-Shirt Underwear.

Obs: Ainda tenho aquela maquininha de costura de plástico de uns 20 anos atrás.

Puteiros Sinestésicos

A experiência de andar sozinha pela Rua Augusta do bas-fond na hora em que todas as menininhas viram abóbora é sempre, sempre digna de nota. Mas ontem foi assim, memorável. Eu, sozinha e felizmente com uma saia que ia até o joelho, tive que me deslocar da altura da Peixoto Gomide até a bosta do Outs à pé. O trânsito não ajudava e eu comecei a duvidar que sairia rápido de lá quando vi uns caras vendendo delícias alcóolicas tipo Baianinha, Coquinho, Bola de Neve e Qualquer-Coisa-Com-Metanol numas garrafas PET para os imbecis parados.

Então eu manobrei bonito e larguei o carro na frente de um hotel xexelento. Respirei fundo e mantive o olhar para frente, para frente.

O caminho que possivelmente deve ter levado uns cinco minutos (pq eu andava rápida, decidida e com medo) pareceu mais ter durado uma meia hora.

Coisas que só uma boa maryjane faz por você.

Meu passeio de meia hora foi... psicodélico. Luzes e mais luzes piscando. Um colorido três vezes mais feérico que o normal. A cada puteiro, um novo capítulo. Parecia que tudo em volta cessava de existir e o mundo era aquele trechinho de calçada. Mais uns passos e o filme acabava para começar outro.

Aline não saía da minha cabeça, música tacky que tinha ouvido o dia todo. Daí era tudo ao som de j'avais dessiné sur le sable...son doux visage qui me souriait.... Bizarro. Senti todas as espécies de cheiro (eucalipto, perfume vagabundo, cigarro, cerveja) e ouvi conversas picadas. Num deles, um nojento berrava pra puta: "e aí? não vai dar pra gente?". No outro, o segurança explicava: "Temos 28 mulheres aqui dentro. Tem de todo tipo, loira, morena, ruiva, negra...".

Hahaha.

Foi incrível. Quero fazer de novo. Vou prestar mais atenção da próxima vez. Prometo. Alguém quer fazer a excursão comigo?

Bardot a go go



gah...


Se você é francamente retardado pela década de 60 - em toda a sua complexidade (ha) e pluralidade (ha) (exceto kumbayalismo, pq isso ninguém merece) - mas se você for mais ainda fascinado pelo pop francês daquela época, dê uma olhada nesse Bardot a go go e vamos todos rezar para esse documentário chegar algum dia ao cinema ou mostra-mala mais próxima. E fuce o site. Tem um dicionário engraçado. Uma fotos lindas, musiquinhas e um guia de moda meio naftalínico, mas ainda assim estiloso.

Yé-yé girls também é fofinho.

Eu:

...tenho um computador lindo, poderoso e moderno agora. *lágrimas nerds*

...tenho um Toblerone de 30 centímetros, com propriedades de dildo, tamanho prazer que proporciona.

...tive uma rEssaca histórica neste domingo e sinto que paguei o mico da palhaça derretida na frente dos meus amigos (mas eu juro que estava derretendo).

...fui dormir às 11 da manhã, acordei às 3 (?) da tarde - comme il faut - devo ter voltado a dormir às 5 e só acordei às 8h30 da noite por fome.

...finalmente baixei a música que roda em loop há dias na minha cabeça, Les Playboys, do Jacques Dutronc.

Tchi tchi tchi tchi piri wow!
Tchi tchi tchi tchi piri wow!

Il y a les playboys de profession
Habillés par Cardin et chaussés par Carvil
Tchi tchi tchi tchi piri wow!
Qui roul'nt en Ferrari à la plag' comme en ville
Qui vont chez Cartier comme ils vont chez Fauchon
Tchi tchi tchi tchi piri wow!

Croyez-vous que je sois jaloux ? Pas du tout, pas du tout !
Moi j'ai un piège à fille (palminhas), un piège tabou (palminhas)
Un joujou extra (palminhas) qui fait crac boum hu (palminhas)
Les fill's en tomb'nt à mes g'noux (palminhas)...



Agora vou gravar CDs alucinadamente. Com licença.

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Chuuupa



Belo, já preocupado em como
manterá o picumã no xadrez,
mostra como pretende fazer
boquete nos colegas de cela.


Cantor Belo é condenado a 8 anos e deve voltar para a cadeia

Zen e a arte de deletar e-mails

Gone. Todos. Não há nenhum item neste modo de exibição. Odeio me desfazer de e-mails antigos. Odeio. Na falta do que fazer - ou por pura masturbação mental mesmo - às vezes eu relia o que eu escrevia ou escreveram para mim algum dia.

Grandes seqüências de e-mails De 2001 a 2003. Atestados de idiotice (a maioria de minha autoria, claro). Exageros. Compliments. Conselhos. Novidades velhas. Gente que simplesmente sumiu. Gente que continua. Hum. People come, people go... Fisicamente isso é incontestável. Mas aqueles e-mails pelo menos mantinham minha lembrança acesa. Agora sei que vou esquecer e isso é horrível.

Até meu Outlook parecia um pouco contrariado... A tecla delete não funcionava direito e na hora de esvaziar a pasta definitivamente, meu computador engasgou um pouco.

Para você, usuário desprendido de webmail, ou mesmo um desprendido clássico, tudo isso pode parecer uma grande bobagem, mas para mim é o fim do mundo enquanto outro fim do mundo não vem.

quinta-feira, dezembro 11, 2003

-

Droga. Esqueci. Mas tive um sonho com o Aureliano Buendía. Ou quase. Naquele naipe.

O que?

Claro que eu não li 100 Anos de Solidão. Traumatizei, bixa. Primeira e única tentativa aos 13 anos (de início foi porque a capa me dava medo). Me perdi naquele vai e vem genealógico. Não entendia porque uma mulher tinha o nome de pilar, o que era um cinto de castidade, por que a moça sentou a bunda no fogão ou por que a outra comia terra.

Mas tinha uns desenhinhos no livro. Então eu abria para ver todos. Eles me davam medo também.

Aliás, se eu soubesse que GG Márquez era colombiano, com certeza incluiria a Colômbia nos meus países-de-imaginação-a-nunca-serem-visitados, junto com a Turquia (por conta de Expresso da Meia-Noite) e a Guiana Francesa (Papillon, lógico).

Lendo

Ah. Chegou meu Women in Love. Meu primeiro Lawrence (sou virgem!), então não repare.

Comprei num momento de descontrole. Queria "entender" (sentiu a amplituuuude?) umas coisas. E me disseram que D.H. Lawrence (ou foi o Henry James? eu tendo a confundir o dois...) era um grandessíssimo misógino. Já que eu ando misógina, talvez case bem.

E viva a Penguin e seus pocket books.

Bollox actually

Sobre Love Actually: é playground para garotas. Açucarado (será por isso que eu saí do cinema com uma vontade descontrolada de comer doce?), mas não tão bom/narcótico/imbecilizante quanto 4 Casamentos ou Notting Hill. Ou mesmo Sliding Doors, porque esse, bixa, eu adoro. Já devo ter visto umas 10 vezes.

Se você tem tendências a balonismo como eu (i.e. sair voando rumo ao céu, totalmente abobalhada com o amor), certifique-se de ter uma companhia com pés no chão. Aquele tipo de amiga que sabiamente encaixa - logo após Colin Firth derreter-se com mil eu-te-amos para a mulher - "Olha, homem casado assim não existe, tá?".

Tá.

E a historinha do Colin Firth + empregada portuguesa, na minha opinião, foi a melhor. Irreal, mas bonitinha. Claro, porque tinha Mr. Firth. Mas como é que alguém pede uma fulana em casamento, num português tosquinho e fofo, pouco depois de acabar um outro casamento? Hum. Cinema. Na vida real ele/ela certamente descobriria que a cara-metade tinha algum hábito nada higiênico digno de divórcio.

Enfim. Talvez a história do Sergei bretão seja mais verossímil. Ou mesmo a do Alan Rickman + Emma Thompson (atenção para o ma-ra-vi-lho-so guarda-roupa da quase-amante).

E a do Rodrigo Santoro era chocha. A começar pelo par dele. Laura Linney é muito sem graça, com sérios problemas de ordem anal. Ugh. E ele estava tostado de sol demais para aquele céu cinza londrino. Como minha irmã diz, não "orna".

Ah, sim. Billy Bob para presidente! Os americanos trepariam mais e encheriam menos. Certamente.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

*amo*



Harold: [bemused] You hop in any car you want & just drive off.
Maude: Well, not any car: I like to keep a variety. Always looking for the new experience.
Harold: Maybe.
[sobering]
Harold: Nevertheless I think you're upsetting people. I don't know if that's right.
Maude: Well, if some people get upset because they feel they have a hold on some things, I'm merely acting as a gentle reminder: here today, gone tomorrow, so don't get attached to things!

terça-feira, dezembro 09, 2003

...

Coitada. E no fim... ela aceitou meu presente. Acho que fiz tanta chantagem emocional + show de fogos de artifício de porte copacabyano + um bico do tamanho do mundo que ela resolveu repensar.

[Comeu um medalhão (luxo em matéria de gosto e lixo no bardeado coxista que eu fiz) muito bem passado (como não deve ser)].

Afinal de contas, antes dormir pouco e de barriga cheia do que ter que me aturar dia sim, dia não, jogando na cara dela que ela "prefere comer bolo de supermercado dos filhos dos outros".

(Essa foi o *auge* do meu infantilismo. Palmas para mim, porque eu me supero! Hahaha)

Feliz aniversário, mãe. Veja só. Assim a gente não perde o hábito. Eu sempre serei sua monstra e você sempre irá se perguntar que merda vocês tinham na cabeça quando resolveram que eu tinha que existir, em alguma noite de meados de junho de 1976.

segunda-feira, dezembro 08, 2003

%#@$

Vá tomar no cu. Eu planejo um puta presente e a fulana não aceita?

Muito bem. Não dou e não faço mais presente.

Vá comer presente de supermercado dos outros.

Tava bom, não tava?

Sua ingrata.

Nunca mais cozinho para a minha família. Gentalha.

Please, please me

Roggie, my poor darling, I'll give that to you. I am terribly high-maintenance, as you put so well. Are you happy now? How did I become such a monster? I dunno. I shall pity the guy who'll ever fall in love with me. Yup.

But on the other hand...

I'm a giver myself. As long as I am pleased, I please.

Piece of cake. Hahaha.

Entende?



Pelezinho Voador

(uma cortesia: Soneluxo)

domingo, dezembro 07, 2003

Ma vie en rose?

Vinteeseis anos e minha avó continua a me dar dinheirinho. Deve ser tradição. Ela alimentou meu pai assim por muito tempo. Forrava a carteira do beberrão antes da balada (pra ele comer, claaaro, porque afinal de contas: "seu pai não bebia..." Arrã). E ela acha mais prático. Em vez de bresentinha, ela dá cash. Assim eu compro todos os batons cor-de-rosa que ela sonha em me ver usando.

E o pior é que eu tenho usado batom cor-de-rosa mesmo. Aquele com brilhinhos da Wa-medo-nessa.

E sapato cor-de-rosa.

E blusa cor-de-rosa.

E saia cor-de-rosa.

E parede cor-de-rosa.

(Cadê meu Pretty in Pink?)

Hum. Acho que vou comprar um vestido preto com botões engraçados que eu vi na sexta. Aquele mesmo, que o travesti descolou dos meus peitos sem a menor cerimônia. "Hmmm... peraí que tá torto. Hummm. Tá ótimo! Vai levar?".

"Não moço (a)(?). Só tava olhando..."



Obrigada, querido.

Que diabos eu faço aqui? (Parte I de uma interminável saga)

Informação útil para bitolées como eu. Aparentemente este foi o set list do B&S para o primeiro show de Londres, na semana passada.

(Você conseguiu as 20 libras?)

surfy thing
expectations
step into my office baby
wrapped up in books
womans realm
loneliness of the middle distance runner
wrong girl
slow graffiti
travelling light
dear catastrophe waitress
you don't send me
stars of track and field
dirty dream no 2
piazza new york catcher
asleep on a sunbeam
i'm a cuckoo
she's losing it
you're just a baby
roy walker
stay loose
sleep the clock around
****************
lazy line painter jane
judy and the dream of horses
*********************

quinta-feira, dezembro 04, 2003

I'll be a rock n' rollin' bitch for you


quarta-feira, dezembro 03, 2003

I'm Cummings

Yes is a pleasant country.


(E.E. Cummings)

Noite Embestada

Já viu que abriram as votações? Eu votei num bando de gente que desconhecia ou achava péssima por pura *d.i.v.e.r.s.ã.o*.

Meus únicos votos sinceros foram para a Bianca Exótica e para o Rick. Assim, para melhor host vote Levy. O único que vipa minha bunda e meus peitos.

Use todos os e-mails que tiver, afinal de contas é móito vantajoso ter um amigo famoso e bem-sucedido na noite. Haha

(E avisem a Erika Palomino que:


host [ hōst ]

noun (plural hosts)

1. somebody entertaining guests: somebody who invites, welcomes, and entertains guests, often providing them with food and drink


host·ess [ hṓstəss ]

noun (plural host·ess·es)

1. woman entertaining guests: a woman who invites, welcomes, and entertains guests, often providing them with food and drink

Hostess não é plural de Host nem aqui e nem na China).

terça-feira, dezembro 02, 2003

Acha mesmo, Madame?



He. :-)

Desde que eu não morra no final, ok. Você sabe que eu prometi mantê-la longe do arsênico (não é nenhum pouco recreativo). Então fique de olho em mim também.

Trabalho de sopro

Precisava usar o termo recém-aprendido. Hahah. E dizer que a porra da má-boqueteira da Paris Hilton está causando um efeito retardado de audiência neste blog.

Queridos.. Paris Hilton is sooo three weeks ago...

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Nous allons à la fuck


Momento Kumba: porque na falta de Raul, vai Bob Marley mesmo


Então. Eu não tinha achado grandes coisas de Chacun Cherche Son Chat (só queria depois arranjar um gato para chamá-lo de Gris-Gris, mas aí desisti porque era muito gutural), mas L'Auberge Espagnole é ótimo. Fica definitivamente entre os mais legais que eu vi durante o ano.

Imagine um apartamento habitado por sete indivíduos de diferentes países da Europa. O apartamento fica em Barcelona. O apartamento mais parece uma Torre de Babel. O francês bufa. A espanhola xinga. O alemão organiza. A inglesa limpa. O italiano é safado. A belga bate um bife e dá aulas grátis de como pegar uma mulher de jeito. O dinamarquês não precisa fazer nada. Só existir. Na minha frente.

Parece um pouco estereotipado falar assim. É lógico que cada um tem suas complexidades. E todos sofrem de problemas universais, tipo o velho pé na bunda.

Mas talvez no exterior a gente se refugie nos estereótipos "pátrios" por questão de segurança?

(Diga aí: você, mulher brasileira, por mais que abomine a idéia intrínseca de gostosa/boa de cama que costuma acompanhar nossa nacionalidade, já pelo menos fez uso desse chavão para amaciar o ego em algum lugar distante do globo. Confesse).

Enfim... Como você disse, quem viveu fora vai se identificar. Quem só passeou e morou de mentirinha (eu! eu!) idem. E quem quer isso talvez se empolgue.

E no final, foi bom vê-lo correndo daquele emprego idiota e daquele terno que não combinava com nada, parando no meio da pista de decolagem e obedecendo ao menininho da foto.

Bônus: Audrey Tautou, Radiohead e Daft Punk.

(PS: Annix, o Duris faz aquele baterista sujinho no Chacun...???)

Por um McGregor menos ordinário

McGregor Angered Over Censorship of Nude Scene

Although the MPAA has in the past granted R ratings to several films showing brief scenes of non-sexual male frontal nudity, Sony Classics has elected to remove a scene from the U.S. release of its forthcoming Young Adam in which star Ewan McGregor is seen nude. The decision has angered McGregor, who previously appeared naked in Trainspotting and The Velvet Goldmine, and who told Premiere magazine, "If you want to see my penis [in Young Adam], you'll have to fly to Britain." McGregor suggested that the censorship underscores the hypocrisy of the U.S. film ratings system. "It does amuse me, the horrific violence that comes out of American cinema. But someone's c**k is too much. If I'd blown away 5,000 people with a semiautomatic machine gun, that would be fine. But I showed my penis."

p.s.

Uh. Descontrole. Forgive us. Mas nossa conversa me inspirou, Madame. E aquele filme de mulherzinha, que me faz chorar convulsivamente, sempre, também.

The Song of Wandering Aengus

(W.B. Yeats)

I went out to the hazel wood,
Because a fire was in my head,
And cut and peeled a hazel wand,
And hooked a berry to a thread;
And when white moths were on the wing,
And moth-like stars were flickering out,
I dropped the berry in a stream
And caught a little silver trout.

When I had laid it on the floor
I went to blow the fire aflame,
But something rustled on the floor,
And some one called me by my name:
It had become a glimmering girl
With apple blossom in her hair
Who called me by my name and ran
And faded through the brightening air.

Though I am old with wandering
Through hollow lands and hilly lands,
I will find out where she has gone,
And kiss her lips and take her hands;
And walk among long dappled grass,
And pluck till time and times are done
The silver apples of the moon,
The golden apples of the sun.

The Nude Swim

(Anne Sexton)

On the southwest side of Capri
we found a little unknown grotto
where no people were and we
entered it completely
and let our bodies lose all
their loneliness.

All the fish in us
had escaped for a minute.
The real fish did not mind.
We did not disturb their personal life.
We calmly trailed over them
and under them, shedding
air bubbles, little white
balloons that drifted up
into the sun by the boat
where the Italian boatman slept
with his hat over his face.

Water so clear you could
read a book through it.
Water so buoyant you could
float on your elbow.
I lay on it as on a divan.
I lay on it just like
Matisse's Red Odalisque.
Water was my strange flower,
one must picture a woman
without a toga or a scarf
on a couch as deep as a tomb.

The walls of that grotto
were everycolor blue and
you said, "Look! Your eyes
are seacolor. Look! Your eyes
are skycolor." And my eyes
shut down as if they were
suddenly ashamed.

Anna who was mad

(Anne Sexton)

Anna who was mad,
I have a knife in my armpit.
When I stand on tiptoe I tap out messages.
Am I some sort of infection?
Did I make you go insane?
Did I make the sounds go sour?
Did I tell you to climb out the window?
Forgive. Forgive.
Say not I did.
Say not.
Say.

Speak Mary-words into our pillow.
Take me the gangling twelve-year-old
into your sunken lap.
Whisper like a buttercup.
Eat me. Eat me up like cream pudding.
Take me in.
Take me.
Take.

Give me a report on the condition of my soul.
Give me a complete statement of my actions.
Hand me a jack-in-the-pulpit and let me listen in.
Put me in the stirrups and bring a tour group through.
Number my sins on the grocery list and let me buy.
Did I make you go insane?
Did I turn up your earphone and let a siren drive through?
Did I open the door for the mustached psychiatrist
who dragged you out like a gold cart?
Did I make you go insane?
From the grave write me, Anna!
You are nothing but ashes but nevertheless
pick up the Parker Pen I gave you.
Write me.
Write.

Postinho vômito noturno

Não gosto de machucar meus amigos. Não gosto de acabar com as expectativas deles. Não gosto de posse. Não gosto de ciúme declarado. Não gosto de ser forçada a nada. Nunca gostei. Mas nunca soube dizer não literalmente. E para piorar tudo, sou péssima mentirosa. Eu me traio. Dou com a língua nos dentes um tempo depois... E, por isso, se minto, vivo numa paranóia constante. Policiamento total. Culpa católica.

Mas meus amigos, se são meus amigos... deveriam entender isso. Que eu sou escorregadia. Sempre acho um jeito de escapulir, por mais feio que possa parecer.

Então, se você for meu amigo, nunca me force a fazer nada que eu não possa/queira fazer. Só exija de mim o que eu posso dar. Assim eu não me enrolo em piruetas de mentiras e desculpas. Posso ser sempre honesta. Posso dar o tanto de atenção/amor/afeição que eu desejar. E - saiba - pode ser muito quando eu sinto vontade de agradar.

Ok. Acabou a viadagem. Obrigada.




hum... adivinhe pra que servem as setas?

... et puis je fume.


versão 5.0 - pink martini

I'm BORED of the rings
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