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electronic polaroids
sábado, novembro 29, 2003

Números

Bixa, você já está nos late twenties?

Eu já.

E sinto que já estão me forçando a entrar naquela obscura faixa etária dos 25-35 (na melhor das hipóteses). Aqueles sujeitos que consomem vinhos, freqüentam restaurantes, têm carro e procuram casa própria. Gente que têm relacionamentos estáveis, noiva e casa (ou já casou). Pessoas que viajam para o Nordeste ou para Buenos Aires com malas de rodinhas. Mulheres que já estão passando da idade ideal de engravidar, o que deixa algumas desconcertadas. Pagadores de seguros e planos B anti-aposentadoria fubanga.

Eu ainda moro sob a asa de mamãe, não tenho um puto, invento mais faculdade para ser estudante para sempre, não imagino uma prole e ainda sonho em utilizar minha mega mochila numa viagem interminável por todos os lugares mais esquecidos do mundo. Só bebo vinho bom quando ganho ou quando pagam. Restaurantes idem.

Mas isso não interessa. Porque os números não mentem. E você já está na metade final dos vinte anos.

E então, você vive numa espécie de limbo.

E quando sai à noite, vira uma rabugenta. Sente-se cercado por uma imensa excursão da 5ª série. Não tem mais paciência. Não vê mais seus amigos fazendo bobagens históricas. Eles sumiram. No lugar deles, moleques de gorros. Cabeludos (o grunge voltou?). Meninas de 1,15 m que devem achar coisas de 5 anos atrás totalmente retrô.

Eu sinceramente não sei mais o que me espera. E tenho medo.

Não me deixem comprar um carro. Por favor.

What's your poison?

Samuel, aquele meigo barman que no Disney Club preparava meu amado leitinho das crianças, agora atende no Atari. Que droga ele pôs no meu xintônica eu não sei. Era da boa. Hahaha. Só sei dizer que fiquei mais imbecil do que o normal. Bem mais. Abri a torneirinha de merdas num monte de ouvidos inocentes.

Coitados.

sexta-feira, novembro 28, 2003

Pocket-Bibas

E o Queer Eye for teh Straight Guy? Alguém já viu na Sony? Quando passa? Super quero ver, bixa. Imagine só. Várias guei-luxo tombando um machão xexelento! Ha ha ha.

Eu, aliás, adoro programas transformação. Entra baranga, sai comível. Entra meda, sai pior ainda. Entra exu, sai luxo. Minha Casa, Sua Casa e Esquadrão da Moda são bem a minha praia. Me divirto.

E diz-que o Queer Eye vai ter trilha sonora. Com Kylie, Elton John (isso mesmo, E DAÍ?), Chemical Bothers e Basement Jaxx. No bacião de cedês paraguaios da Vila Brasilândia (ou seu camelô preferido) em fevereiro.

Mas eu continuo mesmo a insistir na mitológica figura do pocket-biba. Não só para homens, como para mulheres. Pocket-biba versão canivete suíço pra mim, por favor. Mil e uma utilidades: cabelereiro, maquiador, estilista, didjei, consultor amoroso, fala-merdinha, truque para família - e claro - corpo-fácil para noites solitárias.

Vou pedir um de Natal.

quinta-feira, novembro 27, 2003

Amor Veneris IV

Ou em BOM português, literalmente, o botão do foda-se.

Amor Veneris III

(Arab Strap, s'il vous plaît)

The rain woke us up.
You turned round and just did it.
Good morning, slow down.
Have you remembered where you hid it?

You cried in the kitchen.
We made up in the hall.
I watched you get dressed.
Those boots make you too tall.

And we made each other late,
’cause I took my watch off there,
So it wouldn’t scratch your skin,
Or get tangled in your hair.

It wasn’t long ago
We went on guided tours
But I forgot what it meant
To pretend my hand is yours.

It’s best in the morning.
When we know it won’t be rushed.
So leave the curtains closed
And come back when you’ve brushed.

Amor Veneris II

(ou, Ah! O Renascimento!)

"Mássimo Troglio foi o autor de Scuola di Puttane, uma sucessão de 715 aforismos divididos em sete livros - inspirado, sem dúvida, nos aforismos de Hipócrates. Entre outras coisas, sustentava que as putas melhores e mais leais eram as meninas nascidas de:

1. Marceneiro e ordenhadora; 2. Caçador e mulher mongólica, preferentemente chinesa; 3. Marinheiro e bordadeira.

(...)

" arte do fazedor de putas é a arte mais sublime; mais que a do perfumista, mais que a do próprio alquimista; como estes, unimos as essências mais nobres com as mais vis, as mais antagônicas com as mais simpáticas.""

(O Anatomista, pág. 57)

Amor Veneris I

(Amor Veneris, vel Dulcedo Apeleteur = kleitoris = comichão)

"Em tais circustâncias, o que era a "América" de Mateo Colombo? Certamente, o limite entre descoberta e invenção é muito mais difuso do que parece à primeira vista. Mateo Colombo - é hora de dizer - descobriu aquilo com que todo homem sonhou alguma vez: a chave mágica que abre o coração das mulheres, o segredo que governa a misteriosa vontade do amor feminino. Aquilo, que, desde o começo da história, foi buscado por bruxos feiticeiras, xamãs e alquimistas - mediante infusão de toda sorte de ervas ou o favor de deuses e demônios -, aquilo, enfim, que todo homem apaixonado sempre ansiou, ferido pelo desamor do objeto do objeto de seus desvelos e de sua desdita. E também, aliás, aquilo com que monarcas e governantes sonharam, pela mera ambição da onipotência: o instrumento que subjugasse a volátil vontade feminina. Mateo Colombo buscou, peregrinou e, finalmente, encontrou sua "doce terra" desejada: "o órgão que governa o amor nas mulheres". O Amor Veneris - tal é o nome com que o anatomista batizoou-o, "se me é possível dar nomes às coisas por mim descobertas" - constituía um verdadeiro instrumento de potestade sobre o escorregadio - e sempre obscuro - arbítrio feminino."

(O Anatomista, Federico Andahazi, pág. 13)

segunda-feira, novembro 24, 2003

Jekyll & Hyde





Então agora meu amado e idolatrado lorde do britpop, Jarvis Cocker, atende pela alcunha de Darren Spooner?

Faz tempo e eu não sabia... Humpf.

Diz que é uma tiração de sarro do cara do Fischerspooner... hahaha.

Ah.. RELAXED MUSCLE

Tuff it out é MUITO BOA, do tipo pra sair dançando histericamente.

E, confesse, agora não seria o momento ideal para Jarvo dar outra gongadinha em Jacko?

Pub(icos)

Eu não gostei do Dublin. Não senhora. Muito cheio. Muito pequeno. O banheiro era miserável em metros quadrados. E você sabe bem como garotas adoram mijar, passar batom, ter crises de choro e falar mal dos outros em bandos.

Uma entrada lerda. Parecia mais uma boate do que um pub. Desde quando? E aquela rua de Vila Olímpia do meu cu, com carrões saindo pelo ladrão. Megabares com música horrorosa em decibéis obscenos (para aquele lixo musical), que fizeram minha genética querer me transformar imediatamente em uma mulher-bomba (ai, seria lin-do... uma coisa Supergarota-intifada ATIVAR!)

A casa superlotou. Fiquei de mau humor e estava a um passo de estapear o primeiro que derrubasse meu pint. Aliás, não vi ninguém bebendo Guinness. Só eu. E olha que estava bem mais barato (R$ 12 o pint) do que por aí.

Não gostei da banda também. Deus me livre ter que ouvir couve de Midnight Oil, Van *vômito* Halen e Matchbox 20.

Só as companhias salvam mesmo e ainda na saída quase recebi um banho dourado de um playboy idiota que resolveu testar a sincronicidade de preencher um cheque e mijar ao mesmo tempo.

Que nojo.

Eu não acreditei. Pensei que era algum barril de cerveja estourando. Mas cheguei bem perto e vi de onde o jato vinha.

Juro que se uma só gota tivesse respingado em mim eu e o preiba teríamos protagonizado não uma luta no gel ou na lama. Mas no mijo mesmo.

Ah, fico com o querido O'Malley's, com gringos nojentos e barrigudos e putas rariús à granel. E uma pista medonha. E sutiãs pendurados que mais parecem um quintal napolitano. E um Big Monster seboso.

Um viva à toscolândia.

sexta-feira, novembro 21, 2003

We're so pretty...

Tim Burgess, pour moi même. Haha.

Finalmente atualizei o fotolog.

E na minha família, quem realmente nasceu com dom pra apertar botão de câmera foi a minha irmã.

Digamos que é difícil pensar em velocidade e aberturas do obturador (?) quando há alguém tão... hum... na sua frente.

quinta-feira, novembro 20, 2003

Mais um item para a minha linda e promissora biblioteca gastronômica chegou ontem. Por uma gastronomia brasileira, do Alex Atala, é incrível. São dois volumes, com uma encadernação fofa, guardados numa caixinha de plástico transparente.

E o recheio é de babar. O cara rodou o Brasil com um fotógrafo, fez fotos incríveis, pegou outro nego pra escrever o texto (eu não li todo, ainda estou enroscada com as aventuras do Bourdain). Depois acrescentou receitas nada convencionais, claro, tipo... kibe cru de pitu (!) e outras aparentemente mais comuns, mas sempre com algum ingrediente brasileiro.

Eu acho a idéia mais que louvável. (E se - por acaso - como eu, você é retardado por gastronomia, este livro é uma boa aquisição).

Na verdade, ao ver todas essas coisas, tenho vontade de ser assim: uma demente que roda o mundo comendo tudo e depois escrevendo sobre a experiência. Seria um pouco diferente, claro. Eu acho. Poderia ter outro ponto de vista, pois certamente seria tratada de modo bem diverso em lugares como o Japão (teria gueixas me paparicando? acho que não) ou Marrocos (du-vi-do que poderia fumar haxixe facinho com um lenço amarrado na cara)...

Absurdinho isso?

1987 tudo bem. Eu ainda brincava de Barbie e perdia as melhores coisas da vida.

Refresque minha memória, porfa. Em 1999 teve show de quem? Echo & the Bunnymen ou Ian McCulloch? Será que eu tomei muita porrada de gótico ensandecido?

Refresque de novo. O Ian McCulloch veio só em 2002 - e não 2001, certo? Pra tal discotecagem que ele não fez, claro. Só fez carão. A Érica fez todo o trabalho sujo.

Olha, nem me dei ao trabalho de ir nesse último show. Nem me dei ao trabalho de saber mais detalhes. Peguei um bode gigantesco do cara depois da tal discotecagem. E depois (você pode achar que é complexo brasileiro de inferioridade, mas eu chamo de empirismo), quando uma banda, velhusca, resolve bater cartão por estas bandas, é no mínimo pra desconfiar.

Vendo os nossos turistas freqüentes, dá pra fazer uma analogia: primo em segundo grau de Bob Marley e sua trupe, divas negras decadentes e vendedoras de 1406, metaleiros fedidos e etc.

E depois neguinho faz festa?

Ai, passa amanhã.

"O Finnegan´s Pub, um dos mais tradicionais bares de São Paulo (Pinheiros), decidiu declarar guerra aos fornecedores da cerveja Guinness, uma das mais famosas (e caras) do mundo. O bar espalhou avisos em suas dependências onde acusa a Guinness de prática inaceitável de monopólio e cobrança de "preços extorsivos". No lugar da Guinness, o Finnegan´s está sugerindo o consumo da também irlandesa Beamish. Outros bares de São Paulo já estudam encampar o movimento."

Extorsivo indeed. R$ 18 por meio litrinho de cerveja é um luxo que raramente tenho me dado.

Uma agora, aliás, cairia bem.

Bobby Gillespie e eu, fazendo uma cabaninha de lençol e conversando. Estávamos em algum lugar da Grécia. Daí ele disse:

- Posso chupar o dedão do seu pé?

- Tá bom... (tecla SAP: "Tá bom, se isso te faz feliz...)

Enquanto isso tudo o que eu pensava era: "Ok. Estou na cama com o vocalista do Primal Scream e ele tem o pinto MUITO pequeno. Preciso contar para todas as minhas amigas."

Como o coitado invadiu os meus sonhos eu não sei. Aliás, nunca tinha pensado - acordada - no sul do Equador de Bobby Gillespie.

quarta-feira, novembro 19, 2003

Você sabia....

... que deixar cigarro queimando de pé atrai exu?

Uma cortesia de meus amigos macumbeiros.

Ha! E tinha a a-versão do André pra Twiggy Twiggy:

"Saí de carro, mona, e a bicha me olhou... e ninguém quer comer caqui!"

Perfect. hahah

E a a-versão da Ana (não a Einah) pra Hey, do Pixies:

"Eu chupo o Rei.... e o o Ney!"

E agora, veja isso.

Estou fazendo uma mega limpeza no meu computador. Quero mandá-lo pro conserto antes que ele pife como a dona. Então, revirando uns disquetes véios e relembrando de um povo de milnovecentoseguaranácomrolha, achei um set list de 24/1/1999, do Márcio Custoddynho. Provavelmente era o que ele ia tocar na Lôca, numa época que a gente era feliz, fazendo almôndegas e beijo-abraço-e-aperto-de-mão, e não sabia:

(em negrito, as músicas que me enlouqueciam na pista)

· “Set List” 24/01 ·

Pet Shop Boys – Left To My Own Devices (vinil)
The Divine Comedy – I’ve Been To A Marvellous Party
Portishead – Strangers (live)
Roxy Music – Virginia Plain
Bowie – Velvet Goldmine
Pulp – Your Sister’s Clothes
Pulp – Seconds
Suede – Animal Lover
Suede – Animal Nitrate (live)
Pulp – Disco 2000 (live)
Suede – Moving
Bowie – It’s Hard To Be Saint In The City
Placebo – 20th Century Boy
Placebo – (smiths song)
Nancy Boy – Jonny & Chromer Silver
The Smiths – Panic
The Housemartins – The People Who Grinned Themselves To Death
Morrissey – Interesting Drug
Lush – For Love
Stereolab – Ping Pong
Orlando – On Dry Land
Marc Almond – Like a Prayer
Duran Duran – Planet Earth (vinil)
Bowie – Ashes To Ashes
Kraftwerk – The Model (vinil)
Nina Hagen – New York New York
Earthakilt and Bronski Beat – Cha Cha Heels
Pizzicato Five – Twiggy Twiggy
Radiohead – Blow Out
My Life Story – Emerald Green
Ride - Ox4
Sonic Youth – D. Butterfly
Sleeper – Atomic
Pulp – We Are The Boys
Strangers – Duchess
Teenage Fanclub – Personality Crisis

(Emerald Green!! My Life Story... tão gay. tão gritável... aaaah)

Sai que este corpo não te pertence.

Amém Jesus.

Affe. Desacuenda exu.

Certas metáforas caem como uma luva para a merda de profissão que eu escolhi: o jornalismo. Prostituição chega ser até pleonasmo, mas hoje eu descobri que uma sensação muito típica daquele tipo de mulher de malandro, de ser usada e abusada, jogada no canto e ainda voltar por mais, é igualmente cabível.

A situação anda um lixo há tanto tempo que eu não sei se um macaco velho chegou a ver céu de brigadeiro nessa área. Nem demissão propriamente dita a gente têm. É "meia demissão", tipo pizza "meia mussarela, meia baiana".

Já ouviu falar no limbo chamado frila? Pois é. O frila sofisticou e virou frila-fixo, nada mais que um cabaço que bate cartão diariamente no tronco mas não tem registro. É fantasma. Raramente goza de benefícios. E quando é chutado, meu bem, é tchau e bênção.

Eu sou esse tipo de cabaça. E fui meio chutada hoje. Porque resta a possibilidade de eu frilar somente. Ou seja, virar mulher de malandro.

Tipo, tudo isso acontece depois de dez dias de ausência, por motivos de saúde.

Enfim. Sei que o negócio está à beira da falência. Sei que a minha cabeça não foi a primeira e nem a última. Pra falar a verdade, minha morte tinha sido anunciada, depois adiada e depois... matada mesmo.

Ah, foda-se. Vou ligar o botão poliânico na potência máxima. Bem cor-de-rosa.

Geralmente sou recompensada depois das merdas profissionais. Só delas também.

terça-feira, novembro 18, 2003

Desculpe, mas tive que tornar este trecho da nossa correspondência público. Gotas de sabedoria, Vivian, como só você sabe fazer:

Não sei se vc concorda comigo, mas tenho a impressão de que gente que não
sabe comer não sabe trepar direito também... Teorias sem bases científicas,
mas eu super acho isso, bixa hahhahaah


Concordo em gênero, número e grau.

Não tenho paciência com gente fresca, muito menos homem. Quem remexe muito o prato e diz não para ingredientes exóticos, pra mim, não deve ser muito diferente de quatro.

Vote Clito - A Oposição

Isso aqui tem me feito rolar de rir no trânsito. Ai se Pipi soubesse...

Eu acho que toda mulher que se preze deve apoiar o Clito. hahah

sábado, novembro 15, 2003

Hoho. Sentei de carçolas novamente na cadeira de palhinha. Sim, tenho uma bunda de treliça agora.

Gostou da barangutcha ao lado? Que belo par de meias, isso sim. Agora preciso me livrar desse cinza horroroso e adicionar um pouco de cor-de-rosa nisso aqui. Vou lá me afundar em códigos HTML e apanhar do fotoxarope.

Tchans!

sexta-feira, novembro 14, 2003

De que adianta ganhar a terceira colocação num concurso e só ganhar uma placa? Que diabos eu faço com uma placa?

Coincidência feliz pra contrabalançar a secreta invejinha que senti ontem.

Depois de muita insistência dos meus colegas (e alguma curiosidade minha, confesso... e a promessa de levar meu apêndice para ser salteado pelo chef, claro) fui ver o buffet de Garde Manger do qual teria participado não fosse esssa tripa maldita. Ai, que saudade que deu. Era uma espécie de trabalho de conclusão do módulo, então muitas coisas que nós havíamos feito durante as últimas semanas estavam lá pra serem degustadas, como os azeites e vinagres, as terrines e galantines. Coisas frescas também, óbvio.

Então, e não é que no meio de toda aquela gente eu encontro a famosa Annix, com quem troco gentilezas há um bom tempo, mas ainda não tínhamos conseguido nos encontrar? Ha ha. Muito engraçado o approach dela, do tipo: você-me-conhece-mas-não-me-conhece... Fear not, doce Annix! Eu sou user-friendly ao extremo com estranhos nem tão estranhos assim.

Agora vamos lá beber alguma coisa logo, assim que minha tripa sarar, tá?

E ela é fina e moderna como aparenta no blog dela. ;-)

quinta-feira, novembro 13, 2003

Pensei muito (haha) e acho que os anestesistas são meus médicos favoritos. Claro que eu sempre lembro do potencial que eles têm de me tornar aleijada, mas isso é o de menos. O que importa é que a função deles é a mais amiga de todas... E eu acho que não vou esquecer da cara do Orzabal-cover assim como não esqueço do arroto de Crush que me dopou há dez anos, antes da minha cirurgia-carpintaria nos pés.

Eu lembro assim... quando ele pediu pra eu avisar quando as tonturas começassem. Levou um tempinho, mas logo eu senti umas "mãos" pressionando meus ombros pra baaaaaaaaaaaaixo. Muito bom. Apaguei em seguida e acordei com uma sensação de garganta esfolada (foi o tubo), mas eu lembro de querer ter comentado como aquela sensação era TUUUUUUUUUUUUUUUUUUDO de bom, tipo... "pode me dar um extra pra eu guardar em casa???"...

Mas aí achei que ele não ia entender o humor da coisa.

É. A Paris Hilton precisa de umas aulas de boquete urgente. E justo ela... que tem pinta de quem anda rodeada por bichas ricahs do tipo sucker. Tsc, tsc... eles devem ter ensinado tudo errado pra garota de propósito. Porque bicha do bem, quando é sua amiga, ensina o grande segredo da boquete de coração aberto. Sem medo. E se for do tipo desprendida, Madre Teresa, deixa até rolar uma demo.

Não é?

terça-feira, novembro 11, 2003

Desculpe. Tenho que vomitar mais. Preciso falar.

Hoje é aniversário de morte do meu pai. Ok. Ninguém tem nada a ver com isso e chorar demais enche até o meu saco.

Mas eu tive um sonho bem bizarro hoje. Foi tipo... meta-pesadelo. Já teve isso? Um pesadelo em que vc sonha que está tendo um pesadelo? Foi assim.

Eu dormia no sofá, exatamente da maneira como eu estava dormindo na hora, de verdade. Enquanto isso, minha mãe recebia uma trupe de ciganos romenos em casa. Daqueles bem sujinhos, mas com bebês bonitos. Eles faziam o maior escândalo na minha cozinha. Uma exaltação coletiva.

Quanto à mim, eu estava sonhando com o meu pai. E ele vinha com uma garrafa de "whisky de vodka escocês". Eu não gosto de whisky, mas bebia para agradá-lo. O meu pai, no entanto, estava muuuito diferente das outras vezes que eu já o tinha visto em sonhos. Não estava magro/doente/bonito. Estava totalmente desgrenhado, sujo e com o olhar perdido.

Daí ele abriu as mãos e deu pra mim um mooooonte de remédios verdes e azuis. E dizia pra eu tomar tudo, junto com o " whisky de vodka".

Meu pai, incitando meu suicídio?

Acordei do pesadelo dentro do pesadelo original para reclamar para a minha mãe. Eu achava aquilo um grande absurdo.

Mas quando cheguei à cozinha, lá estava ela, junto da comunidade cigana romena,em roda. No meio deles, uma cruz enorme. E minha mãe dizendo: " Sai, filha, estamos aqui fazendo a cerimônia do peso da cruz sobre esta casa".

É isso. Mente fértil, não?

Tá, só essa: obrigada a todas as pessoas fofas que me ligaram ou me visitaram no hospital. Vocês foram responsáveis por todas as risadas me causaram dor depois. HAHAHAHA.

Obrigada de verdade. Fiquei emocionada. ;-)

E só mais essa, porque minha barriga já está dolorida...

A pérola da semana nos foi concedida por Joseane Oliveira, aquela Miss Brasil do Big Brother, se vc já tinha esquecido ou não passou na frente do Romanza ultimamente.

(quando perguntada sobre o porquê de ter se inscrito no concurso se já era de fato casada):

"Na realidade... bla bla bla bla... Eu fiz aquele concurso meio sem acreditar, sabe? A gente já achava essa coisa de miss meio degradé naquela época..."

De volta, de volta. Depois de dois dias de hospital, no mais puro tédio, alguma dor, alguma tensão, uma dieta nojenta e sem uma parte do meu corpo. Meu apêndice, claro. Não foi circuncisão ainda.

Muita sacanagem. Ter que assistir àquela USA é desumano. Tinha especial do Rambo ontem. E ainda tive que me contentar com Kojak (não tem mais graça), Manhattan Connection, o espetáculo em torno do pobre casal de namorados no Crystal Lake brasileiro etc.

Até agora não tenho muita certeza se deveria ter sido operada ou não... Antes de entrar na sala rolou um mega-debate ("ela teve DB" e "ela não tem DB agora" e "X" -> essa sou eu) entre o médico que me examinou em primeiro lugar, meus dois primos médicos que haviam sido acionados às pressas, e meu irmão, doutor-wannabe que não perderia a chance de ver a peste-primogênita retalhada nunca.

Nem eu.

Enfim. Agora tenho 3 cortinhos na pança. Foi laparoscopia, bixa. Muuuuuito glamour com uma câmera - ugh - entuxada no meu umbigo de dopada.

Aliás, o anestesista era tão, mas tão parecido com o Roland Orzabal (Tears for Fears), que enquanto eu adormecia, ouvia lá longe um everybody wants to rule the world...

sábado, novembro 08, 2003

Quase cinco da manhã. Hora de sair do trabalho. Nã?

Xau. Vou desfalecer.

sexta-feira, novembro 07, 2003

Goooordos: aqui é o lugar. Essa revista é o paraíso. E lembrem-se... se algum dia eu for à Itália, voltarei rolando.

Socorro. Minha tendinite voltou.



Dandy: A Banda do Drugstore é mais um daqueles nomes RIDÍCULOS que inventam no Brasil. Lendo isso, vc pensa que se trata de:

1) "Dandy, um cachorro muuuito trapalhão que se mete com uma turma da pesada"

2) Uma banda de um lugar chamado drugstore (mas não há banda nenhuma... talvez bando).

3) Alguma cruza entre Dandy Warhols e Drugstore que rendeu um documentário ou algo que o valha (isso se vc for muito nerd e sem senso de humor pra não pensar no cãozinho da pesada vivendo altas aventuras de verão no Supercine).

Enfim...

Prefiro La Bande du Drugstore.

Sabe esses filmes que vc encontra por acaso, zapeando?

Então.

Eu vi por dois segundos um corte de cabelo liiiindo. Corta para roquenrou. Corta para disquinhos de Bob Dylan. Corta para um poster do The Troggs.

Ok. Resolvi parar de zapear.

Eu fiquei grudada mais uma hora e meia, acho.

La Bande du Drugstore. Se você não viu, veja. Passou no Eurochannel. Não venha falar do roteiro ou falar que o filme é chato. Se for assim você não tem nenhum amor pela pura estética. Falo de gente linda, cabelos lindos, anos 60, música boa pra caralho. O filme todo. França, França, França. Aqueles biquinhos. Os moleques, uns dândis. Vivem discutindo marcas de sapato. As meninas, umas putas ou ainda enrustidas, com umas roupas maravilhosas. Todos com hormônios em ebulição. E música boa o tempo todo.

Try me é *a* cereja no topo. Tô passaaaaaada.

quarta-feira, novembro 05, 2003

Açúcar é meu prozac. Uma colher e eu estou no paraíso. Uma balinha, um pirulito, suspiros e bem-casados são equivalentes a orgasmos.

Mas agora me aconselharam a usar mais mel, que é um vômito. Ou comer/beber puro. E a parar de beber tanta Coca-Cola, porque algum dia essas covinhas vão virar crateras e tudo o que eu tenho em cima vai desabar.

Aí eu tenho tentado viver assim. Sugar-less.

E é muito besta, mas vamos ver o quanto dura (abafa que ontem eu chupei um pirulito estupidamente doce e colorido e enorrrrrrrrrrrme)

I need a little sugar
in my bowl
I need a little sweetness
down in my soul
I could stand some lovin'
Oh so bad
I feel so funny and I feel so sad


Bessie Smith é *a* trilha sonora fina e perfeita pra uma recém-abstêmia de açuquinha.

terça-feira, novembro 04, 2003

E isso tudo é uma grande embromation, porque eu tenho que trabalhar e não quero. Je ne veux pas travailler. Mas meu cigarro acabou, assim nada de cantarolar "et puis je fume".

et puis...

eu me fodo.

Dá licença, porque eu me dei licença de ter uma crise de choro no trabalho hoje. Falo sério. Estou muito cansada. Vou trancar meus dois últimos módulos na faculdade: café da manhã e (citando a Dea), o módulo garçonete. Que horror, Andrea, não sabia que Garde Manger era tão mala. Pâté en croûte é o meu rabo.

(bom, o trabalho continua lá.. 3 matérias, várias notinhas...)

Nem talves.

Nem quizer.

Nem flôr.

E abafa, porque às vezes eu gosto de florear e deixo escapar um voçê.

Agora beneficiente eu não admito, ouviu?

Certas coisas eu não consigo nunca escrever certo:

1) Meu sobrenome (Sampaio é rebuscado demais, afinal de contas...)

2) Cozinha... sempre sai zoinha (não me pergunte o porquê)

3) Pauta, sempre sai puta, óbvio

4) Península.. err... penisula.

segunda-feira, novembro 03, 2003



Must I Paint You a Picture? The Essential Billy Bragg

Frases dos três últimos dias:

Run mad as often as you choose but do not faint.

(Fanny Price, em Mansfield Park)

No vestiário masculino, as conversas giram sobre dinheiro, futebol e mulheres. Sobre dinheiro, os homens exageram; de futebol eles não entendem a metade do que pensam entender, e sobre sexo inventam histórias. Já as mulheres falam só sobre sexo. E não mentem.

(Moacir Scliar em A língua de três pontas)**

** Obrigada, 18k girl. (hahah)

domingo, novembro 02, 2003

Tá bom. Pode me chamar de alienada, mas eu gosto de fazer as coisas no meu próprio tempo. Personal velocity (eu amei o termo). Detesto ser up-to-date.

Então só agora vi alguns filmes que poderia ter visto há tempos.

Jalla! Jalla!, por exemplo. Muito divertido. Adorei o mix sueco-libanês. Roro, aliás, tem um dos narizes mais perfeitos que eu já vi. Achei que Jalla! Jalla! é o que aquela grande merda chamada Casamento Grego deveria ser.

Spider. Ralph Fiennes mal fala e eu consegui ter alucinações de ovulação o filme inteiro. Muito close naquelas mãos perfeitamente esquisitas. Miranda Richardson, por sua vez, está divina. E eu não fiquei muito certa sobre o final.

Simplesmente Martha. Há muito tempo eu namorava o cartaz do filme. Típico. Dois chefs. O homem segurando uma panelinha de cobre que é meu sonho de consumo, dando algo para a mulher provar. Eu nem imaginava que era alemão. A Martha em si, é uma grande mala sem alça. Bem anal-retentive. Se o filme fosse só ela, seria uma bosta. Mas há comidas e panelas fumegantes. E toda vez que o italiano aparece, a tela se ilumina.

Mansfield Park. POR FAVOR! Frances O'Connor e Jonny Lee Miller, devidamente paramentados como pessoas do início do século 19. *Ao*. E Jane Austen. Duas vezes *ao*. Acho que é o melhor filme baseado numa obra dela que eu já vi. E a própria história, não que eu seja uma expert em Austen, é totalmente diferente de tudo o que eu já vi/li. Todo aquele esquema certo de quem é fútil, bom, mal ou pobrezinho não se encaixa bem. E não há nenhuma GRANDE farsa a ser descoberta. Pitadas de lesbianismo? Sexualidade muuuuito explícita. Putaria com aquelas roupas é um *luxo*.

sábado, novembro 01, 2003

Bixas! Vocês todos têm a mente tão poluída quanto a minha... A propaganda diz: dupla PROTEÇÃO.

Tsc.

Eu conferi.

hahahah.

Se joga no caça-necas. Não entendi a lógica, mas quando caiu um necudo! é moito engraçado. Especialmente se for feito no ambiente de trabalho e sua colega ainda sussurrar: "mas o que é neca?".

Ah sim, é na seção Gaymes.

hum... adivinhe pra que servem as setas?

... et puis je fume.


versão 5.0 - pink martini

I'm BORED of the rings
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